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	<title>Comentários para Evidências em Geriatria</title>
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	<description>Fórum Aberto para Discussão de Artigos</description>
	<lastBuildDate>Sun, 29 Mar 2009 12:46:18 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Comentário em Anticolinesterásicos e Comprometimento Cognitivo Leve: Efeitos na Taxa de Conversão para Demência por Tatiana Outi</title>
		<link>http://gevidencias.wordpress.com/2009/03/19/anticolinesterasicos-em-idosos-com-comprometimento-cognitivo-leve-efeitos-na-taxa-de-conversao-para-demencia/#comment-111</link>
		<dc:creator>Tatiana Outi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 12:46:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://gevidencias.wordpress.com/?p=229#comment-111</guid>
		<description>Difícil muitas  vezes fazer o diagnóstico diferencial de um comprometimento cognitivo leve e uma demencia inicial. Tudo bem que na demencia há que ter alteração na funcionalidade, mas quem define melhor essa funcionalidade? De certa forma uma alteração na memória concreta altera nossa funcionalidade como um todo.  
Será que há realmente uma &#039;conversão&#039; ou é o caso de uma DA inicial que vai evoluir? Por isso muitas vezes a decisão pelo tratamento é difícil. 
Será que se usarmos a medicação no paciente suposto CCL vamos &#039;retardar&#039; a conversão p/ DA mesmo? Ou será que estamos tratando um quadro incial de DA onde vamos &#039;retardar&#039; sua evolução p/ um quadro clínico mais evidente? O quanto a medicação vai &#039;melhorar nossa funcionalidade&#039;?
Lembrar que são drogas caras e passiveis de efeitos adversos. Talvez o mais importante seja conversar muito com a família e paciente frente as nossas limitações sobre as atuais evidências sobre CCL e DA.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Difícil muitas  vezes fazer o diagnóstico diferencial de um comprometimento cognitivo leve e uma demencia inicial. Tudo bem que na demencia há que ter alteração na funcionalidade, mas quem define melhor essa funcionalidade? De certa forma uma alteração na memória concreta altera nossa funcionalidade como um todo.<br />
Será que há realmente uma &#8216;conversão&#8217; ou é o caso de uma DA inicial que vai evoluir? Por isso muitas vezes a decisão pelo tratamento é difícil.<br />
Será que se usarmos a medicação no paciente suposto CCL vamos &#8216;retardar&#8217; a conversão p/ DA mesmo? Ou será que estamos tratando um quadro incial de DA onde vamos &#8216;retardar&#8217; sua evolução p/ um quadro clínico mais evidente? O quanto a medicação vai &#8216;melhorar nossa funcionalidade&#8217;?<br />
Lembrar que são drogas caras e passiveis de efeitos adversos. Talvez o mais importante seja conversar muito com a família e paciente frente as nossas limitações sobre as atuais evidências sobre CCL e DA.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Interrupção de Antipsicóticos em Pacientes com Demência – Resultados do Estudo DART-AD por Aurélio Tucci de Almeida</title>
		<link>http://gevidencias.wordpress.com/2009/02/24/interrupcao-de-antipsicoticos-em-pacientes-com-demencia-%e2%80%93-estudo-dart-ad/#comment-104</link>
		<dc:creator>Aurélio Tucci de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 21:45:50 +0000</pubDate>
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		<description>Realmente nos últimos anos têm surgido muitas &quot;más&quot; notícias sobre os efeitos dos neurolépticos, principalmente atípicos, em pacientes com demência. Eu tenho tentado mesmo diminuir a prescrição desses medicamentos  e estou usando mais outras drogas como antidepressivos, anticonvulsivantes, memantina e, claro, os anticolinesterásicos. Mas não se pode negar os benefícios nos sintomas psicóticos que esses medicamentos muitas vezes trazem, dando um conforto ao cuidador e dificultando sua retirada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente nos últimos anos têm surgido muitas &#8220;más&#8221; notícias sobre os efeitos dos neurolépticos, principalmente atípicos, em pacientes com demência. Eu tenho tentado mesmo diminuir a prescrição desses medicamentos  e estou usando mais outras drogas como antidepressivos, anticonvulsivantes, memantina e, claro, os anticolinesterásicos. Mas não se pode negar os benefícios nos sintomas psicóticos que esses medicamentos muitas vezes trazem, dando um conforto ao cuidador e dificultando sua retirada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Predição de Mortalidade Cardiovascular nos Muito Idosos: Resultados do Estudo Leiden 85-plus por Aurélio Tucci de Almeida</title>
		<link>http://gevidencias.wordpress.com/2009/02/28/fatores-de-risco-classicos-e-biomarcadores-na-predicao-de-mortalidade-cardiovascular-nos-muito-idosos-%e2%80%93-resultados-do-estudo-leiden-85-plus/#comment-103</link>
		<dc:creator>Aurélio Tucci de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 21:22:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://gevidencias.wordpress.com/?p=214#comment-103</guid>
		<description>Realmente os ensaios clínicos não deveriam deixar de considerar desfechos como a perda da capacidade funcional, o que reflete diretamente na qualidade de vida dos idosos. Essa filosofia de cuidado ao paciente geriátrico deve sempre nortear os tratamentos realizados na prática diária. 
Meus parabéns pelo fórum!!  Já está nos meus favoritos. 
Abraços.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente os ensaios clínicos não deveriam deixar de considerar desfechos como a perda da capacidade funcional, o que reflete diretamente na qualidade de vida dos idosos. Essa filosofia de cuidado ao paciente geriátrico deve sempre nortear os tratamentos realizados na prática diária.<br />
Meus parabéns pelo fórum!!  Já está nos meus favoritos.<br />
Abraços.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Reação Adversa a Medicamento no Idoso – Eventos Mais Importantes Não Estão Previstos nos Critérios de Beers por Tatiana Outi</title>
		<link>http://gevidencias.wordpress.com/2007/12/29/reacao-adversa-a-medicamento-no-idoso-%e2%80%93-eventos-mais-importantes-nao-estao-previstos-nos-criterios-de-beers/#comment-102</link>
		<dc:creator>Tatiana Outi</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 20:51:04 +0000</pubDate>
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		<description>Muito boa a colocação do Sr Jose Renato. 

Só chamar a atenção p/ alguns estudos interessantes de um outro instrumento p/ avaliação de prescrição em idosos -  STOPP - Screening Tool of Older Persons  potentially inappropriate Prescriptions - Reviews in Clinical Gerontology 2008 18; 65–76
Comparação deste instrumento com os criterios de Beers - Age Ageing. 2008 Nov;37(6):673-9 e START - Screening tool to alert doctors to the right treatment - Age and Ageing 2007; 36: 632-638. 

Na minha opinião contemplam melhor nossa realidade na prescrição a pacientes idosos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito boa a colocação do Sr Jose Renato. </p>
<p>Só chamar a atenção p/ alguns estudos interessantes de um outro instrumento p/ avaliação de prescrição em idosos &#8211;  STOPP &#8211; Screening Tool of Older Persons  potentially inappropriate Prescriptions &#8211; Reviews in Clinical Gerontology 2008 18; 65–76<br />
Comparação deste instrumento com os criterios de Beers &#8211; Age Ageing. 2008 Nov;37(6):673-9 e START &#8211; Screening tool to alert doctors to the right treatment &#8211; Age and Ageing 2007; 36: 632-638. </p>
<p>Na minha opinião contemplam melhor nossa realidade na prescrição a pacientes idosos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Desenvolvimento e validação de um instrumento para calcular risco de fratura de quadril. Algum papel adicional ao da densitometria? por Tatiana Outi</title>
		<link>http://gevidencias.wordpress.com/2008/01/07/desenvolvimento-e-validacao-de-um-instrumento-para-calcular-risco-de-fratura-de-quadril-algum-papel-adicional-ao-da-densitometria/#comment-101</link>
		<dc:creator>Tatiana Outi</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 20:37:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://gevidencias.wordpress.com/2008/01/07/desenvolvimento-e-validacao-de-um-instrumento-para-calcular-risco-de-fratura-de-quadril-algum-papel-adicional-ao-da-densitometria/#comment-101</guid>
		<description>Um instrumento útil  e fácil de se utilizar em consultório é o FRAX da WHO - http://www.shef.ac.uk/FRAX/index.htm
que prediz o risco de fratura de quadril e de fratura geral em 10 anos. Indicações de iniciar tratamento quando o risco estimado é de mais de 3% p/ frat de quadril e de 20% de frat geral. 
Quanto ao indice descrito no trabalho interessante quando não se tem a disponibilidade da densitometria. Dificuldade pode surgir na conversão do peso e da altura em medidas que não estamos acostumados</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um instrumento útil  e fácil de se utilizar em consultório é o FRAX da WHO &#8211; <a href="http://www.shef.ac.uk/FRAX/index.htm" rel="nofollow">http://www.shef.ac.uk/FRAX/index.htm</a><br />
que prediz o risco de fratura de quadril e de fratura geral em 10 anos. Indicações de iniciar tratamento quando o risco estimado é de mais de 3% p/ frat de quadril e de 20% de frat geral.<br />
Quanto ao indice descrito no trabalho interessante quando não se tem a disponibilidade da densitometria. Dificuldade pode surgir na conversão do peso e da altura em medidas que não estamos acostumados</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Uso Prolongado de Tiazolidinedionas e Risco de Fraturas por Tatiana Outi</title>
		<link>http://gevidencias.wordpress.com/2009/02/06/uso-prolongado-de-tiazolidinedionas-e-risco-de-fraturas/#comment-100</link>
		<dc:creator>Tatiana Outi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 21:32:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://gevidencias.wordpress.com/?p=130#comment-100</guid>
		<description>Lembrar ainda que algumas metanálises sugerem um aumento de risco de IAM com o uso de rosiglitazona e ja que dispomos  de diversas outras opções no tratamento do DM não acredito ser uma boa droga em um tratamento inicial do pac idoso diabético.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lembrar ainda que algumas metanálises sugerem um aumento de risco de IAM com o uso de rosiglitazona e ja que dispomos  de diversas outras opções no tratamento do DM não acredito ser uma boa droga em um tratamento inicial do pac idoso diabético.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Interrupção de Antipsicóticos em Pacientes com Demência – Resultados do Estudo DART-AD por Tatiana Outi</title>
		<link>http://gevidencias.wordpress.com/2009/02/24/interrupcao-de-antipsicoticos-em-pacientes-com-demencia-%e2%80%93-estudo-dart-ad/#comment-99</link>
		<dc:creator>Tatiana Outi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 02:48:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://gevidencias.wordpress.com/?p=200#comment-99</guid>
		<description>De forma prática este estudo reforça os potenciais riscos do uso dessas medicações em pacientes idosos, já bem definidas na literatura, fazendo- nos pensar o quão importante são inicialmente as medidas não farmacológicas iniciais: Educação da família e orientação. Caracterizar o quadro de &#039;agitação&#039; do paciente é essencial na avaliação p/ não correr o risco de iatrogenia. Muitas vezes uma orientação sobre a doença e uma solução &#039;criativa&#039; proporciona uma melhor qualidade de vida desses paciente e de sua família</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De forma prática este estudo reforça os potenciais riscos do uso dessas medicações em pacientes idosos, já bem definidas na literatura, fazendo- nos pensar o quão importante são inicialmente as medidas não farmacológicas iniciais: Educação da família e orientação. Caracterizar o quadro de &#8216;agitação&#8217; do paciente é essencial na avaliação p/ não correr o risco de iatrogenia. Muitas vezes uma orientação sobre a doença e uma solução &#8216;criativa&#8217; proporciona uma melhor qualidade de vida desses paciente e de sua família</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Antipsicóticos em Pacientes com Doença de Alzheimer – Primeira Fase do Estudo CATIE-AD por L.A Gil Jr</title>
		<link>http://gevidencias.wordpress.com/2008/07/15/antipsicoticos-em-pacientes-com-doenca-de-alzheimer-%e2%80%93-primeira-fase-do-estudo-catie-ad/#comment-76</link>
		<dc:creator>L.A Gil Jr</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 00:15:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://gevidencias.wordpress.com/?p=79#comment-76</guid>
		<description>O estudo é muito interessante na nossa prática diária, porém algumas questões não podem ser esquecidas: senti falta de um grupo controle só com medidas comportamentais mais profundas (está descrito na análise que foram dadas informações comportamentais básicas) ou então um grupo placebo e outro placebo + medidas comportamentais. Vale ressaltar também que as alterações que resultaram do uso do antipsicótico foram de magnitude pequena, sem contar que não trouxeram benefício em qualidade de vida nem em tempo gasto que o cuidador dispendia para o doente. Vale lembrar os inúmeros riscos demonstrados em estudos retrospectivos com antipsicóticos...Vamos ver os resultados em longo prazo....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O estudo é muito interessante na nossa prática diária, porém algumas questões não podem ser esquecidas: senti falta de um grupo controle só com medidas comportamentais mais profundas (está descrito na análise que foram dadas informações comportamentais básicas) ou então um grupo placebo e outro placebo + medidas comportamentais. Vale ressaltar também que as alterações que resultaram do uso do antipsicótico foram de magnitude pequena, sem contar que não trouxeram benefício em qualidade de vida nem em tempo gasto que o cuidador dispendia para o doente. Vale lembrar os inúmeros riscos demonstrados em estudos retrospectivos com antipsicóticos&#8230;Vamos ver os resultados em longo prazo&#8230;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Eficácia dos Antidepressivos de Segunda Geração em Idosos por Daniel Apolinário</title>
		<link>http://gevidencias.wordpress.com/2008/06/30/eficacia-dos-antidepressivos-de-segunda-geracao-em-idosos/#comment-74</link>
		<dc:creator>Daniel Apolinário</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 19:15:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://gevidencias.wordpress.com/?p=77#comment-74</guid>
		<description>Apesar de serem freqüentemente recomendados como droga de escolha para depressão em idosos, até 2003 os antidepressivos de segunda geração haviam sido testados em apenas um ensaio clínico com idosos: o estudo de Tollefson e cols, com fluoxetina ( Int Psychogeriatrics 1995;7:89–104). Assim, essa metanálise cumpre o papel importante de integrar informações recentes, de 9 ensaios clínicos publicados nos últimos 5 anos, infelizmente todos patrocinados pela indústria farmacêutica.
A evidência de efetividade para esse grupo de drogas é consistente, embora de magnitude pequena (OR = 1,4 para resposta). O efeito placebo é importante e corresponde a cerca de 80% do benefício observado. Em metanálise recente, Kirsh e cols observaram que apenas pacientes com depressão grave [HAMD ≈ 28] obtêm benefício que pode ser considerado clinicamente relevante (PLoS Med 2008 5(2):e45).  Os autores nos lembram que pequenas diferenças estatisticamente significativas não implicam automaticamente em benefício clinicamente significativo.
Nos ambulatórios de geriatria, parece ter virado regra o estabelecimento do diagnóstico genérico e cada vez mais abrangente de “depressão”, ao que se segue invariavelmente o tratamento medicamentoso. O que era uma condição subdiagnosticada, em poucos anos tornou-se superdiagnosticada. A tão propagada “segurança e tolerabilidade” dos antidepressivos de segunda geração teve papel determinante nessa mudança de atitude. 
Vale lembrar, no entanto, que a segunça dessas drogas geralmente é testada em estudos com pequena duração. Mas na prática clínica, o uso prolongado é a regra e muito idosos recebem esses fármacos por vários anos. Dados sobre efeitos adversos associados ao uso prolongado dessas drogas começam a surgir e preocupam.
Diversos estudos relacionam o uso dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) a um maior risco de sangramento (J Intern Med. 2007 Mar;261(3):205-13) e hiponatremia (Ann Pharmacother. 2006 Sep;40(9):1618-22). Recentemente Richard JB e cols encontraram risco duas vezes maior de fratura osteoporótica em idosos que usam ISRS (Arch Intern Med. 2007;167:188-194).
As evidências disponíveis no momento apontam para benefício pequeno e clinicamente questionável dos antidepressivos de segunda geração no tratamento das depressões leves a moderadas. Por outro lado, observamos dados cada vez mais robustos sobre os riscos dessas drogas.
O exercício de pesar riscos e benefícios é uma constante nas decisões clínicas, mas os pesos da balança mudam a cada novo estudo e devem ser reavaliados com freqüência. Ao que parece, é hora de recalibrar a balança.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de serem freqüentemente recomendados como droga de escolha para depressão em idosos, até 2003 os antidepressivos de segunda geração haviam sido testados em apenas um ensaio clínico com idosos: o estudo de Tollefson e cols, com fluoxetina ( Int Psychogeriatrics 1995;7:89–104). Assim, essa metanálise cumpre o papel importante de integrar informações recentes, de 9 ensaios clínicos publicados nos últimos 5 anos, infelizmente todos patrocinados pela indústria farmacêutica.<br />
A evidência de efetividade para esse grupo de drogas é consistente, embora de magnitude pequena (OR = 1,4 para resposta). O efeito placebo é importante e corresponde a cerca de 80% do benefício observado. Em metanálise recente, Kirsh e cols observaram que apenas pacientes com depressão grave [HAMD ≈ 28] obtêm benefício que pode ser considerado clinicamente relevante (PLoS Med 2008 5(2):e45).  Os autores nos lembram que pequenas diferenças estatisticamente significativas não implicam automaticamente em benefício clinicamente significativo.<br />
Nos ambulatórios de geriatria, parece ter virado regra o estabelecimento do diagnóstico genérico e cada vez mais abrangente de “depressão”, ao que se segue invariavelmente o tratamento medicamentoso. O que era uma condição subdiagnosticada, em poucos anos tornou-se superdiagnosticada. A tão propagada “segurança e tolerabilidade” dos antidepressivos de segunda geração teve papel determinante nessa mudança de atitude.<br />
Vale lembrar, no entanto, que a segunça dessas drogas geralmente é testada em estudos com pequena duração. Mas na prática clínica, o uso prolongado é a regra e muito idosos recebem esses fármacos por vários anos. Dados sobre efeitos adversos associados ao uso prolongado dessas drogas começam a surgir e preocupam.<br />
Diversos estudos relacionam o uso dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) a um maior risco de sangramento (J Intern Med. 2007 Mar;261(3):205-13) e hiponatremia (Ann Pharmacother. 2006 Sep;40(9):1618-22). Recentemente Richard JB e cols encontraram risco duas vezes maior de fratura osteoporótica em idosos que usam ISRS (Arch Intern Med. 2007;167:188-194).<br />
As evidências disponíveis no momento apontam para benefício pequeno e clinicamente questionável dos antidepressivos de segunda geração no tratamento das depressões leves a moderadas. Por outro lado, observamos dados cada vez mais robustos sobre os riscos dessas drogas.<br />
O exercício de pesar riscos e benefícios é uma constante nas decisões clínicas, mas os pesos da balança mudam a cada novo estudo e devem ser reavaliados com freqüência. Ao que parece, é hora de recalibrar a balança.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em Tratamento da Disfagia Orofaríngea Após AVC por Lucas Prado</title>
		<link>http://gevidencias.wordpress.com/2008/06/17/tratamento-da-disfagia-orofaringea-apos-avc/#comment-70</link>
		<dc:creator>Lucas Prado</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 00:00:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://gevidencias.wordpress.com/?p=64#comment-70</guid>
		<description>Realmente a não padronização dos trabalhos atrapalha a interpretação dos resultados, mas acho interessante chamar atenção para este tema frequente e relevante para geriatria.
A incidência de disfagia pós-avc é grande, varia de 13 até 80%,a depender do método utilizado (endoscopia com fibra optica, videodeglutograma, escalas clínicas), os idosos( &gt; 75 anos), diabéticos são mais acometidos.
Enquanto não há um consenso sobre o melhor método de prevenção de BCP pós- avc, vale continuar com tudo que há disponível( Av Fono, orientações a família, sondas s/n).
Acho devemos otimizar a busca por pacientes de risco, já existe testes clínicos simples com boa acurácia para detectar aspiração (teste com copo d&#039;agua 50ml, 10 ml por vez e monitorização da Sat O2, queda de 2% denota aspiração).
Em relação as medicações, acabou de sair um trabalho no Jags( Junho) sobre o efeito do Cilostazol e deglutição em pacientes pós-avc, não li ainda...Acho que também já foi estudado IECA e deglutição.
Abraços,
Lucas</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente a não padronização dos trabalhos atrapalha a interpretação dos resultados, mas acho interessante chamar atenção para este tema frequente e relevante para geriatria.<br />
A incidência de disfagia pós-avc é grande, varia de 13 até 80%,a depender do método utilizado (endoscopia com fibra optica, videodeglutograma, escalas clínicas), os idosos( &gt; 75 anos), diabéticos são mais acometidos.<br />
Enquanto não há um consenso sobre o melhor método de prevenção de BCP pós- avc, vale continuar com tudo que há disponível( Av Fono, orientações a família, sondas s/n).<br />
Acho devemos otimizar a busca por pacientes de risco, já existe testes clínicos simples com boa acurácia para detectar aspiração (teste com copo d&#8217;agua 50ml, 10 ml por vez e monitorização da Sat O2, queda de 2% denota aspiração).<br />
Em relação as medicações, acabou de sair um trabalho no Jags( Junho) sobre o efeito do Cilostazol e deglutição em pacientes pós-avc, não li ainda&#8230;Acho que também já foi estudado IECA e deglutição.<br />
Abraços,<br />
Lucas</p>
]]></content:encoded>
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